Porque todo mundo tem sua trilha sonora especial.
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Nas últimas aulas sobre as origens do modernismo, debruçamo-nos sobre James Joyce e seus companheiros de época que buscavam em seus livros o veio da consciência humana. Paramos alguns minutos para lermos "Ulysses" e minha cabeça deu um grande nó. Coisa que nessas obras o autor tenta exprimir em palavras aquilo que sentimos a todo momento. No caso desse livro, um dia na vida de Leopold Bloom pelas ruas de Dublin na Irlanda. Foi ai que percebi porque eu me matava dia e noite para entender "Mrs. Dalloway" de Virginia Woolf, contemporânea de Joyce, em que toda a história se passa pela perspectiva da personagem principal. Não que eu já não soubesse que isso era parte do processo do modernismo como resposta à modernidade tendo frutos em todas os tipos de arte e cultura ocidental no final do século XIX e início do XX (inclusive no Brasil), mas quando paramos para estudar de fato cada intenção dos autores e seus objetivos, é de uma boniteza só que bate até uma canseira de fazer arte.
Enfim, tudo isso pra dizer que quando ando pelo mundo ouvindo alguma música geralmente acho que estou num filme e se pudesse anotar tudo que percebo e sinto durante uma caminhada daqui até a esquina, poderia preencher páginas e mais páginas.
É isso... Um abraço e boa semana a todos!
PS: Me inspirei no Robert Crumb pra fazer a tira e tals apesar de ele sempre deixar claro que odeia os Stones, vai entender...