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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Razão X Instinto - A fronteira final

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E chega ao final a saga em que resolvi juntar os universos de "Jornada nas Estrelas" (1966-69) e "Alien" (1979). A figura alienígena que necessita de outros seres para se multiplicar vai mais ou menos contra o Sr. Spock, metade humano e metade Vulcano, uma raça sem sentimentos movida somente pela lógica. A razão tão defendida pelos iluministas do século XVIII trouxe uma série de avanços à humanidade, mas também gerou muitas tragédias deixando a História recheada de lados, cantos, momentos e situações que nos contemplam por um lado e nos deixam esperando por outro. Por isso é tão difícil ensinar História para a molecada pois somos condicionados ao pensamento maniqueísta do lado bom e mau desde pequeninos. Sendo assim, tento sempre fugir do cara e coroa com meus alunos e trabalhar mais com um prisma pinkfloydiano, se é que isso faz algum sentido.

Abraços e bom final de semana a todos!

Ouvindo do "Breathe" do Pink Floyd

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Continuação de Star Trek X Alien (1979)

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  Continua...

Olá, pessoal! Não tenho muito o que falar sobre a tira pois falta concluir a série na semana que vem então bom final de semana a todos!
Na verdade, fiz um texto que ia publicar aqui, mas como não tinha nada a ver com a tira, mandei lá pro Iudú! Se não estiver fazendo nada, dê uma conferida!

Abraços e até semana que vem!

domingo, 15 de abril de 2012

Ficção mais que científica

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         Continua...

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Não lembro bem quando, mas em algum momento da minha vida escolar, era tradição chegar em casa depois de algum curso vespertino e assistir à "Jornada nas Estrelas" (1966-1969) e depois "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" (1987-1994) no Canal 21 que era o braço UHF da Band. Por algum motivo milagroso, esse canal funcionava bem que era uma beleza na nossa fiel e escudeira TV SHARP de quatorze polegadas. Hoje quando faço alguma referência ao universo de "Jornada" entre amigos eu solto um "Não que eu assistisse, mas é que às vezes passava lá em casa!" mas a verdade é que sempre gostei de ficção científica então  as aventuras da tripulação da USS Enterprise eram um prato cheio pra mim. É claro que hoje vendo o contexto de Guerra Fria em que a série foi criada, a gente percebe sintomas fortes de um imperialismo latente disfarçado de pacifismo, sem falar na pura ingenuidade de achar que a tecnologia só avança em função do bem estar da humanidade independente de interesses políticos e econômicos. De qualquer modo, acabou virando parte da minha infância (puberdade?) e querendo ou não, virou um fenômeno cultural assim como tantos outros produtos do cinema.
Foi dai que tive a ideia sem noção de juntar na tira o universo alegre e aventureiro de Star Trek  ao universo frio e misterioso de Alien (1979) de Ridley Scott, que depois dirigiria o clássico Blade Runner (1982).

Vale lembrar que esse ano sai Prometheus, filme ambientado no mesmo universo de Alien e também dirigido por Scott. Trailer desaconselhado para aqueles de coração fraco.

É isso! Atrasei a tira porque deu um trabalho danado para terminá-la e na próxima quinta postarei os próximos episódios.

Abraços!


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Woody Allen de sempre...

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(Tira feita com lápis e caneta nanquim)

É claro que alguma hora o Woody Allen ia cair por aqui. Quem me conhece sabe que já há um tempo esse tiozinho de óculos grandes me acompanha. Inúmeras vezes já devem ter me ouvido falar "Tem uma cena num filme do Woody Allen..." ou "Tem um filme do Woody Allen que..." de um jeito que soa até meio chato às vezes.
Pois é, inúmeros defeitos ele tem e em muitas de suas obras, as últimas em especial, ele acaba sendo superestimado pelos críticos de bar da Augusta, mas alguns de seus filmes ainda martelam na minha mente como se eu os tivesse assistido ontem de noite e "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" com certeza está entre eles. Não foi o primeiro que assisti, mas foi sem dúvida um dos mais marcantes. Há muitos outros, pelo menos uns cinco, mas não vou me estender por aqui. Na tira, escolhi a primeira e última cena do filme para desenhar e um desfecho levemente baseado em fatos que aconteceram com um primo dum amigo meu.
Enfim, devo ter me inspirado depois de ter visto o trailer de seu novo filme "To Rome With Love" em que ele volta a atuar.

É isso! Abraços e muito chocolate!

Ouvindo Billie Holiday com "It Had To Be You"

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Lua recebe visitantes

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Tira feita com pincel, nanquim e  água

A primeira vez em que assisti à "Viagem à Lua" (1902) do francês Georges Méliès (Le voyage dans la lune soa mais chique, eu sei...) foi há um tempão no teto da Oca numa excursão da escola. Não lembro sobre o que era a excursão, mas lembro bem do filme e lembro da monitora falando que esse tinha sido um dos primeiros filmes com roteiro da história do cinema. 
"É curtinho! Quinze minutos e já está pra começar, vamos ver?" a criançada deitou nos puffs e assistiu aos cientistas pousarem na Lua e lutarem contra as criatura nativas.
É talvez um bom exemplo de como um filme é produto de sua época mesmo que conte uma história completamente descolada da realidade.
Quer argumento mais neocolonialista do que explorar o inexplorado e matar os nativos desse lugar?

Ano passado, uma cópia colorida foi restaurada e apresentada na Mostra Internacional de São Paulo com uma trilha sonora revisitada. Não custa nada dar uma pesquisada na internet e assistir ao filme que já é domínio público e acho que as duas versões estão rolando por ai. Detalhe para o fato que pintaram quadro por quadro do filme para que obtivessem cor. Loucura, não?

Enfim, não vou me demorar! Preciso terminar de ajeitar minhas coisas pois essa noite parto para Nova York pra assistir a um Simpósio sobre quadrinhos na Columbia University! Desejem-me sorte!

Um abraço e bom final de semana!

Ouvindo The Smashing Pumpkins com "Tonight, Tonight"

segunda-feira, 19 de março de 2012

A kiss is just a kiss...

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"Sempre teremos Paris..." (We'll always have Paris...) foi votada a quadragésima terceira frase mais célebre da história do cinema americano segundo o American Film Istitute (AFI). Outras cinco frases do filme figuram nessa mesma lista fazendo de "Casablanca (1942)" de fato um filme inesquecível não só pelo contexto histórico de plena Segunda Guerra, mas também pela história de amor impossível entre Rick Blaine e Ilsa Lund, respectivamente interpretados pelo eterno galã Humphrey Bogart  (uma das minhas referências pessoais no quesito charming gentleman) e a belíssima Ingrid Bergman que depois da guerra atuou em filmes notórios de Alfred Hitchcock.
Obviamente, deve-se assistir a esse filme com olhos atentos para não cair nas armadilhas de ideologias norte-americanas afinal é um filme de guerra feito em plena guerra com uma história de amor ao fundo, ou seria uma história de amor com uma guerra ao fundo obrigando as pessoas a cometerem certos sacrifícios?
Especial atenção à clássica e também inesquecível canção tema "As Time Goes By" interpretada por Sam (Doodley Wilson) pianista do bar e amigo pessoal de Rick.
Independente das análises críticas e tudo que inclui a leitura de um filme, "Casablanca" passou por mim e ficou por ali junto com tantos outros favoritos sempre me fazendo suspirar sem razão...

Abraços!

Ouvindo Norah Jones com sua versão de "The Nearness of You"

sexta-feira, 9 de março de 2012

Nosferatu: O vampiro que não brilhava no Sol...

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Tira feita com nanquim e água.

Há um tempo atrás enquanto vagabundeava em frente à TV na minha antiga república, me deparei com um "Festival Nosferatu" no super cult Telecine Cult. A iniciativa do canal era passar o original de 1922, a ótima refilmagem de 1979 do diretor alemão Werner Herzog e um filme que fizeram nos anos 2000 chamado "A Sombra do Vampiro" que conta uma versão do que aconteceu durante as filmagens desse grande ícone do Expressionismo Alemão. No filme, John Malkovich interpreta F. W. Murnau, o diretor e Willem Dafoe (o Duende Verde do Homem-Aranha) interpreta Max Schrek, o ator que interpretou Nosferatu. A bizarrice do roteiro é que ele sugere que Max era na verdade um vampiro original encontrado por Murnau e que se encaixava perfeitamente para o papel, mas como sempre, o pacto com o monstro sai pela culatra e o diretor se vê num beco sem saída. Vale a pena dar uma espiada nessa engraçada homenagem ao clássico filme.


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Gostaria de falar mais sobre o filme, mas estou num a preguiça danada! Estou indo viajar para o Spring Break daqui algumas horas e nem preparei minha mala (nem lavei minha roupa, na verdade). 
Já programei a tira de segunda para de postada automaticamente por aqui e enquanto vocês se divertem, estarei banhando meu belo e bronzeado corpo nos mares da Flórida em Panamá city. 
Dizem que a coisa lá é uma loucura! Vamos ver! 

Abraços e bom final de semana a todos!

Ouvindo Beatles com "Here, There and Everywhere"

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nazi Cinema

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"Triumph des Willens" (O Triunfo da Vontade, Leni Riefenstahl, Alemanhã, 1935) foi um filme encomendado pelo Führer para mostrar que agora sim a Alemanha estava em boas mãos. O documentário é uma superprodução e as técnicas de uso de câmera, os planos sequência e o uso do offscreen (nunca mostrar o fim da multidão para dar a impressão de infinito) ajudaram a diretora a ser consagrada internacionalmente. Só tinha um único probleminha nisso tudo que eu acho que não preciso nem comentar. Durante os julgamentos que sucederam a Segunda Guerra Mundial, ela foi absolvida por alegar que não era nazista e sim uma artista. Aham...
Anos depois, Riefenstahl largou os filmes e foi virar fotógrafa. Passou um ano com a tribo Nuba no sul do Sudão fotografando seu cotidiano e rituais. Nenhum nazista que se preze passaria sequer um minuto junto de uma tribo africana, certo? Errado.
Em 1974, Susan Sontag escreveu um ensaio chamado "Fascinante Fascismo" como parte do livro "Sob o Signo de Saturno" no qual desmascara o mito de "artista inocente sob as garras dum governo totalitário" e explica por A mais B como o livro "Os Últimos Nuba" (1973) só revigora a estética nazista da diretora, agora fotógrafa, através de sua "artística" busca pela beleza pura intocada pela "civilização". Vale lembrar que essa estética nazista impera até hoje não só em Hollywood, mas por muitos cantos. 
Afirma Sontag no ensaio citado (apesar de ser da década de setenta, ainda faz muito sentido):
 
"Mais importante é que comumente se pensa que o nacional socialismo [nazismo] representa somente a brutalidade e o terror. Mas isso não é verdade. O nacional socialismo — e, de um modo mais geral, o fascismo — também representa um ideal, ou melhor, ideais que persistem ainda hoje, sob outras bandeiras: o ideal de vida como arte, o culto à beleza, o fetichismo da coragem, a dissolução da alienação em sentimentos extáticos de comunidade; o repúdio ao intelecto; a família do homem (sob a paternidade de líderes). Esses ideais estão vivos e comovem muitas pessoas [...]"

E talvez não é isso que Quentin Tarantino sugere ao final de sua obra-prima "Bastardos Inglórios" (2009) de que mesmo com o final da guerra, os nazistas ainda estão entre nós? 
Pois é, pensar às vezes é mais complicado do que parece e é por isso que isso não estava na agenda do Terceiro Reich para a população.

Sobre a tira: 
Já estava com essa ideia desde a semana passada quando lancei a tira sobre o Potemkin e nem iria desenhá-la pois uma outra ideia sobre Nouvelle Vague me veio à cabeça, de qualquer maneira optei pela primeira alternativa e até que gostei do resultado (preciso de mais prática, claro). Ia fazer tudo com nanquim e caneta bico de pena, mas acabei usando minhas canetas Staedtler mesmo. Deixo a outra ideia pra semana que vem. Achei uma loja com materiais de desenho bem mais em conta por aqui e espero poder explorá-los mais.

Abraços e bom final de semana a todos!

Ouvindo "Sympathy for the Devil" com os Rolling Stones. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Moviestrips: Cinema e Quadrinhos

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Olá, pessoal!
Durante algumas aulas de cinema algumas ideias para tiras pululam na minha cabeça, mas não sabia se elas se enquadrariam nos padrões das "Tiras de Segunda" que são basicamente sobre a vida, situações cotidianas, viagens sem sair do lugar e também sobre esse que vos escreve. 
Resumindo, além das segundas, todas as quintas postarei uma tira sobre cinema intitulada "Moviestrips", desse modo tentarei buscar traços diferentes, ideias relacionadas à sétima arte sem grandes pretensões de sair algo engraçado, triste ou inteligente. Além disso, farei um pequeno texto sobre o filme e também sobre a tira.

Essa, por exemplo, fiz inspirado no filme "O Encouraçado Potemkin" (1925) do diretor soviético Sergei Eisenstein que influenciou o cinema a partir de suas teorias de "montage". É a história de um grupo de marinheiros russos que se voltaram contra os comandantes em 1905 solicitando melhores condições de trabalho. Uma das cenas mais agoniantes é a sequência na escadaria de Odessa incansavelmente citada e homenageada por outros cineastas. Acabei achando esse vídeo no Youtube mostrando algumas.

Bom, acho que é isso! Espero que gostem! 

Ah! Nesse fim de semana visitei Washington, DC e fiz alguma fotos bregas como de costume! 
Postei todas na minha página do Flickr!

Abraços e até semana que vem!

Ouvindo Chico Science & Nação Zumbi com "A Praieira"