sexta-feira, 27 de abril de 2012

Razão X Instinto - A fronteira final

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E chega ao final a saga em que resolvi juntar os universos de "Jornada nas Estrelas" (1966-69) e "Alien" (1979). A figura alienígena que necessita de outros seres para se multiplicar vai mais ou menos contra o Sr. Spock, metade humano e metade Vulcano, uma raça sem sentimentos movida somente pela lógica. A razão tão defendida pelos iluministas do século XVIII trouxe uma série de avanços à humanidade, mas também gerou muitas tragédias deixando a História recheada de lados, cantos, momentos e situações que nos contemplam por um lado e nos deixam esperando por outro. Por isso é tão difícil ensinar História para a molecada pois somos condicionados ao pensamento maniqueísta do lado bom e mau desde pequeninos. Sendo assim, tento sempre fugir do cara e coroa com meus alunos e trabalhar mais com um prisma pinkfloydiano, se é que isso faz algum sentido.

Abraços e bom final de semana a todos!

Ouvindo do "Breathe" do Pink Floyd

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mujeres al borde?

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Ouvi dizer que a exposição do Angeli no Itaú Cultural está bombando. Pena estar tão longe. Outra exposição que também chamou minha atenção é a do Robert Crumb no MaM de Paris. Dois artistas que sempre tomo como referência e que gostam de representar mulheres de maneiras bizarras, por vezes machistas, mas com um toque de sabedoria que faz falta em muitos camaradas.

Talvez dê tempo de correr pra Paris em Agosto, mas isso é assunto pra outro post

Abraços e boa semana a todos!

Ouvindo Lykke Li com "Let It Fall"

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Continuação de Star Trek X Alien (1979)

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  Continua...

Olá, pessoal! Não tenho muito o que falar sobre a tira pois falta concluir a série na semana que vem então bom final de semana a todos!
Na verdade, fiz um texto que ia publicar aqui, mas como não tinha nada a ver com a tira, mandei lá pro Iudú! Se não estiver fazendo nada, dê uma conferida!

Abraços e até semana que vem!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sobre cães, humanos e meteoros...

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Essa ideia é velha. Tinha rabiscado em alguma folha de caderno.

É isso!

Abraços e boa semana a todos!

Ouvindo Beirut com "Postcards from Italy"

domingo, 15 de abril de 2012

Ficção mais que científica

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         Continua...

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Não lembro bem quando, mas em algum momento da minha vida escolar, era tradição chegar em casa depois de algum curso vespertino e assistir à "Jornada nas Estrelas" (1966-1969) e depois "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" (1987-1994) no Canal 21 que era o braço UHF da Band. Por algum motivo milagroso, esse canal funcionava bem que era uma beleza na nossa fiel e escudeira TV SHARP de quatorze polegadas. Hoje quando faço alguma referência ao universo de "Jornada" entre amigos eu solto um "Não que eu assistisse, mas é que às vezes passava lá em casa!" mas a verdade é que sempre gostei de ficção científica então  as aventuras da tripulação da USS Enterprise eram um prato cheio pra mim. É claro que hoje vendo o contexto de Guerra Fria em que a série foi criada, a gente percebe sintomas fortes de um imperialismo latente disfarçado de pacifismo, sem falar na pura ingenuidade de achar que a tecnologia só avança em função do bem estar da humanidade independente de interesses políticos e econômicos. De qualquer modo, acabou virando parte da minha infância (puberdade?) e querendo ou não, virou um fenômeno cultural assim como tantos outros produtos do cinema.
Foi dai que tive a ideia sem noção de juntar na tira o universo alegre e aventureiro de Star Trek  ao universo frio e misterioso de Alien (1979) de Ridley Scott, que depois dirigiria o clássico Blade Runner (1982).

Vale lembrar que esse ano sai Prometheus, filme ambientado no mesmo universo de Alien e também dirigido por Scott. Trailer desaconselhado para aqueles de coração fraco.

É isso! Atrasei a tira porque deu um trabalho danado para terminá-la e na próxima quinta postarei os próximos episódios.

Abraços!


Vida ilustrada

Sempre que posso, tento rabiscar alguma coisa diferente do meu traço das Tiras de Segunda, mas infelizmente o tempo não me deixa. Meu caderninho de rascunhos já está acabando, mas já comprei um outro para substituí-lo. Aliás, quem quiser moleskines por um preço camarada pra poder bancar o intelectual nas mesinhas do Café da Livraria Cultura é só me falar que eu levo alguns na mala de volta. De qualquer maneira, tento volta e meia embarcar numas ilustrações mais "artísticas" baseadas em observação ou imaginação mesmo.
Resolvi fazer esse post para publicar oficialmente algumas ilustrações que fiz ao longo do ano passado quando estava no curso de Quanta e que até postei no meu álbum do Facebook e um ou outro desenho que fiz por aqui pelos States.

Vamos a elas em ordem cronológica:


Essa eu fiz num dia em Setembro do ano passado quando estávamos estudando hachuras na Quanta. O Toco, nosso professor, tinha feito algo parecido como exemplo durante a aula e eu quis fazer do meu jeito depois com caneta nanquim.
Essa fiz baseada no pôster do filme "Manhattan" (1979) do Woody Allen que tenho pendurado em algum canto do meu quarto em São Paulo. Usei pincel, nanquim e água. Gosto de dizer que é um releitura do pôster porque assim a gente pode fazer o desenho de qualquer jeito que ninguém liga.



 Fiz essa com lápis 6B numa tarde ociosa. Dei mais atenção ao jazzista e desencanei do fundo. Paciência...



 Essa eu rascunhei baseando-me numa foto que tirei com o celular no Viaduto do Chá. Entre os dois prédios está o edifício Moreira Sampaio, o primeiro arranha-céu de São Paulo. Sempre falo isso para quem está do meu lado independente de quantas vezes já tenhamos passado por ali.



Durante a aula de Documentário, cada aluno teve que dar sua opinião em alguma coisa extremamente vital para a sobrevivência da humanidade na Terra. Fui o primeiro e para não morrer de tédio, comecei a rascunhar o rosto de alguns de meus colegas de classe. Eles nem imaginam que estão por aqui. Da esquerda para direita: Tova, Sidney, Tommy, Edward, Taylor, Joshua e Twyla.



Essa fiz enquanto esperava o ônibus aqui em Richmond. O Sol batia nas minhas costas e o ônibus não vinha.

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É isso por enquanto! Fica claro que quem quer trabalhar com quadrinhos e ilustração em geral acaba respirando desenho como se isso fizesse parte constante da vida. É o caso de muitos amigos meus que completam um caderno de rascunho em um mês e rascunham até o seu dedo do pé se você vacilar. Eu que levo as coisas mais por diversão (leia-se nas coxas) não me cobro tanto, mas sempre que posso, tento dar uma rabiscada... Creio que todo mundo deve ter uma válvula de escape desse mundo terrível em que vivemos e acho que a arte sempre foi uma das opções. Uma pena que a ela também virou produto e muitas pessoas que poderiam estar fazendo isso por prazer, acabam fazendo por obrigação já que não há outra saída para o artista na hora de enfrentar a vida real.

Abraços e bom domingo a todos!

Ouvindo a versão da Cat Power de (I Can't Get No) Satisfaction

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Trilhas sonoras da vida

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Porque todo mundo tem sua trilha sonora especial.

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Nas últimas aulas sobre as origens do modernismo, debruçamo-nos sobre James Joyce e seus companheiros de época que buscavam em seus livros o veio da consciência humana. Paramos alguns minutos para lermos "Ulysses" e minha cabeça deu um grande nó. Coisa que nessas obras o autor tenta exprimir em palavras aquilo que sentimos a todo momento. No caso desse livro, um dia na vida de Leopold Bloom pelas ruas de Dublin na Irlanda. Foi ai que percebi porque eu me matava dia e noite para entender "Mrs. Dalloway" de Virginia Woolf, contemporânea de Joyce, em que toda a história se passa pela perspectiva da personagem principal. Não que eu já não soubesse que isso era parte do processo do modernismo como resposta à modernidade tendo frutos em todas os tipos de arte e cultura ocidental no final do século XIX e início do XX (inclusive no Brasil), mas quando paramos para estudar de fato cada intenção dos autores e seus objetivos, é de uma boniteza só que bate até uma canseira de fazer arte.
Enfim, tudo isso pra dizer que quando ando pelo mundo ouvindo alguma música geralmente acho que estou num filme e se pudesse anotar tudo que percebo e sinto durante uma caminhada daqui até a esquina, poderia preencher páginas e mais páginas.

É isso... Um abraço e boa semana a todos!

Ouvindo The Rolling Stones com "Gimme Shelter"

PS: Me inspirei no Robert Crumb pra fazer a tira e tals apesar de ele sempre deixar claro que odeia os Stones, vai entender...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Woody Allen de sempre...

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(Tira feita com lápis e caneta nanquim)

É claro que alguma hora o Woody Allen ia cair por aqui. Quem me conhece sabe que já há um tempo esse tiozinho de óculos grandes me acompanha. Inúmeras vezes já devem ter me ouvido falar "Tem uma cena num filme do Woody Allen..." ou "Tem um filme do Woody Allen que..." de um jeito que soa até meio chato às vezes.
Pois é, inúmeros defeitos ele tem e em muitas de suas obras, as últimas em especial, ele acaba sendo superestimado pelos críticos de bar da Augusta, mas alguns de seus filmes ainda martelam na minha mente como se eu os tivesse assistido ontem de noite e "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" com certeza está entre eles. Não foi o primeiro que assisti, mas foi sem dúvida um dos mais marcantes. Há muitos outros, pelo menos uns cinco, mas não vou me estender por aqui. Na tira, escolhi a primeira e última cena do filme para desenhar e um desfecho levemente baseado em fatos que aconteceram com um primo dum amigo meu.
Enfim, devo ter me inspirado depois de ter visto o trailer de seu novo filme "To Rome With Love" em que ele volta a atuar.

É isso! Abraços e muito chocolate!

Ouvindo Billie Holiday com "It Had To Be You"

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sonhos de lesma

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Nesse final de semana ocorreu aqui em Richmond a vigésima edição do French Film Festival. De uma hora para outra brotaram centenas de franceses falando sobre filmes, apresentando e discutindo suas obras e reclamando do vinho americano. Tive a oportunidade de assistir a alguns filmes bacanas inclusive um chamado "La clé des champs" onde os diretores Claude Nuridsany e Marie Pérennou (famosos por "Microcosmos") exploram a vida dos insetos através da perspectiva de uma criança. As cenas são bem paradonas com uma musiquinha clássica ao fundo e foi numa dessas que eu tive a ideia para essa tira. Para não deixá-la escapar, saquei o celular e digitei algumas palavras chave no aplicativo de texto até a hora em que uma mulher muito educada empurrou meu ombro pedindo que eu desligasse o aparelho. Tomei um susto e só consegui dizer um "Sorry!" encabulado. Não xinguei a pobre senhora pois ela portava a razão, mas tinha esquecido qualquer o tato em casa. 

Enfim, coloquei as fotos da minha visita à Nova York na minha página no Flickr.

É isso! Boa semana a todos!

Ouvindo The Strokes com "Is This It"