Sempre que posso, tento rabiscar alguma coisa diferente do meu traço das Tiras de Segunda, mas infelizmente o tempo não me deixa. Meu caderninho de rascunhos já está acabando, mas já comprei um outro para substituí-lo. Aliás, quem quiser moleskines por um preço camarada pra poder bancar o intelectual nas mesinhas do Café da Livraria Cultura é só me falar que eu levo alguns na mala de volta. De qualquer maneira, tento volta e meia embarcar numas ilustrações mais "artísticas" baseadas em observação ou imaginação mesmo.
Resolvi fazer esse post para publicar oficialmente algumas ilustrações que fiz ao longo do ano passado quando estava no curso de Quanta e que até postei no meu álbum do Facebook e um ou outro desenho que fiz por aqui pelos States.
Vamos a elas em ordem cronológica:
Essa eu fiz num dia em Setembro do ano passado quando estávamos estudando hachuras na Quanta. O Toco, nosso professor, tinha feito algo parecido como exemplo durante a aula e eu quis fazer do meu jeito depois com caneta nanquim.
Essa fiz baseada no pôster do filme "Manhattan" (1979) do Woody Allen que tenho pendurado em algum canto do meu quarto em São Paulo. Usei pincel, nanquim e água. Gosto de dizer que é um releitura do pôster porque assim a gente pode fazer o desenho de qualquer jeito que ninguém liga.
Fiz essa com lápis 6B numa tarde ociosa. Dei mais atenção ao jazzista e desencanei do fundo. Paciência...
Essa eu rascunhei baseando-me numa foto que tirei com o celular no Viaduto do Chá. Entre os dois prédios está o edifício Moreira Sampaio, o primeiro arranha-céu de São Paulo. Sempre falo isso para quem está do meu lado independente de quantas vezes já tenhamos passado por ali.
Durante a aula de Documentário, cada aluno teve que dar sua opinião em alguma coisa extremamente vital para a sobrevivência da humanidade na Terra. Fui o primeiro e para não morrer de tédio, comecei a rascunhar o rosto de alguns de meus colegas de classe. Eles nem imaginam que estão por aqui. Da esquerda para direita: Tova, Sidney, Tommy, Edward, Taylor, Joshua e Twyla.
Essa fiz enquanto esperava o ônibus aqui em Richmond. O Sol batia nas minhas costas e o ônibus não vinha.
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É isso por enquanto! Fica claro que quem quer trabalhar com quadrinhos e ilustração em geral
acaba respirando desenho como se isso fizesse parte constante da vida. É o caso de muitos amigos meus que completam um
caderno de rascunho em um mês e rascunham até o seu dedo do pé se você vacilar. Eu que levo as
coisas mais por diversão (leia-se nas coxas) não me cobro tanto, mas sempre que posso, tento dar uma rabiscada... Creio que todo mundo deve ter uma válvula de escape desse mundo terrível em que vivemos e acho que a arte sempre foi uma das opções. Uma pena que a ela também virou produto e muitas pessoas que poderiam estar fazendo isso por prazer, acabam fazendo por obrigação já que não há outra saída para o artista na hora de enfrentar a vida real.
Abraços e bom domingo a todos!